Operação contra entrada de celulares em presídio cumpre mandados em Fazenda Rio Grande e outras cidades

Uma operação conjunta da Polícia Civil do Paraná e da Polícia Penal mirou, nesta quarta-feira (20), um esquema suspeito de levar celulares e drogas para dentro de unidades prisionais do estado. A ação também teve cumprimento de mandados em Fazenda Rio Grande, além de Curitiba, São José dos Pinhais, Piraquara e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

De acordo com as investigações, o grupo cobrava valores altos para inserir aparelhos celulares em presídios. Segundo a polícia, cada celular custava, em média, R$ 40 mil, mas houve caso em que um único aparelho teria sido negociado por R$ 80 mil.

Divulgação: PCPR

Conforme a PCPR, a operação teve como alvo monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e outros investigados ligados ao esquema. Ao todo, foram expedidos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens.

A investigação começou após a apreensão de um celular dentro de uma unidade prisional no fim de 2024. A partir da análise do aparelho, os investigadores identificaram movimentações financeiras suspeitas, troca de mensagens e indícios de lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados já possuía histórico criminal e teria continuado a atuação mesmo dentro do sistema penitenciário, com apoio de pessoas que exerciam funções ligadas ao ambiente prisional.

Divulgação: PCPR

Entre os crimes apurados estão corrupção ativa, corrupção passiva, inserção de aparelho celular em estabelecimento prisional, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A Polícia Penal destacou que o combate à comunicação clandestina dentro das unidades é considerado essencial para impedir a continuidade de crimes ordenados de dentro dos presídios.

 

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