Uma moradora de Fazenda Rio Grande procurou a reportagem para relatar a situação enfrentada pelo pai, de 67 anos, durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, na última terça-feira (24).
Segundo a filha, o idoso chegou à unidade por volta das 14h40 e foi internado cerca de duas horas depois, enquanto aguardava transferência para um hospital. No entanto, conforme o relato, não havia leito disponível para acomodação adequada do paciente e da acompanhante.
“Não tem leito nem para dormir. Minha mãe, que está acompanhando, permaneceu sentada em uma poltrona na sala de medicação”, contou a moradora. Ela também afirmou que um profissional teria mencionado prioridade de atendimento a pacientes de fora da cidade, situação que gerou indignação na família.
Ainda conforme a filha, o pai apresenta quadro de saúde delicado, já que perdeu parte de um dos pés em situação anterior e atualmente enfrenta novo problema no outro membro, o que aumenta a preocupação durante a espera por encaminhamento hospitalar.
Procurada pela reportagem, a direção da UPA informou que, naquele momento, a Sala Amarela, destinada a pacientes em observação e cuidados contínuos, estava com capacidade máxima. A unidade explicou que, em períodos de alta demanda, pode ocorrer permanência temporária em poltronas ou espaços adaptados até a liberação de leitos ou transferência.
A administração também negou qualquer tipo de priorização indevida e destacou que os atendimentos seguem o Protocolo de Classificação de Risco, baseado exclusivamente em critérios clínicos e na gravidade de cada caso.
Sobre a transferência, a UPA esclareceu que o paciente aguarda vaga por meio da Central de Regulação, responsável pela gestão de leitos hospitalares, e que o município não possui autonomia para antecipar esse processo.
A reportagem segue acompanhando o caso e eventuais desdobramentos.