A Argentina vive nesta quinta-feira (19) uma greve geral de 24 horas convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. A paralisação acontece no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados inicia a discussão do projeto, que já foi aprovado pelo Senado.
A proposta é considerada uma das maiores mudanças nas leis trabalhistas do país em décadas. O texto flexibiliza contratos, amplia o período de experiência, facilita demissões, altera regras de férias e impõe limites a greves em setores essenciais. Segundo o governo, as mudanças buscam reduzir custos e estimular a geração de empregos em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.
Além da paralisação, são esperados protestos nas imediações do Congresso. O Ministério da Segurança determinou que a imprensa siga “medidas de segurança” e informou que poderá haver repressão em caso de confrontos.
A greve também afetou o transporte aéreo. A Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, impactando cerca de 31 mil passageiros. No total, 21 voos entre Brasil e Argentina operados pela companhia foram cancelados. Empresas como Gol Linhas Aéreas, LATAM Airlines e JetSMART também anunciaram cancelamentos ou alterações.
Em nota, a LATAM informou que precisou alterar sua operação “de/e para a Argentina no dia 19 de fevereiro, devido à greve geral anunciada pela CGT”. A empresa orienta que os passageiros verifiquem o status do voo antes de ir ao aeroporto e informou que clientes afetados podem remarcar a viagem sem custo ou solicitar reembolso integral.